Se economia crescer mais de 3%, Brasil não terá caminhões suficientes para transportar mercadorias

Se economia crescer mais de 3%, Brasil não terá caminhões suficientes para transportar mercadorias

A economia brasileira não pode crescer acima de 3% neste ano. Se isso acontecer, vai aumentar um problema já verificado no final do ano passado, ligado à logística de transporte: o da falta de caminhões para atender à crescente demanda de clientes que necessitam fazer entregas de mercadorias aos seus consumidores finais. Não por acaso, milhares de pessoas não puderam entregar presentes de Natal, comprados via internet, a tempo: os destinatários só receberam após o dia 26.

O alerta é do empresário joinvilense Ari Rabaioli, que é presidente da Federação das Empresas de Transporte e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc).

— Acreditamos que em 2018 haverá expansão mais significativa dos negócios do que em 2017. (Que já foi melhor do que em 2016). Se o PIB crescer 2% neste ano de 2018, então daremos conta — avalia.

Rabaioli se baseia na realidade do setor. No final de 2017, empresas de países do Mercosul, em especial da Argentina, tiveram de buscar transportadoras do Mato Grosso para fazer suas entregas porque nós, no Sul, não tínhamos quantidade suficiente de veículos para atender às necessidades.

Este é apenas um pequeno sinal das limitações de infraestrutura que tem o País. Dá para imaginar os transtornos que haverá nos portos e nas estradas caso a riqueza nacional aumente vigorosa e consistentemente, a partir de agora.

Arrecadação cresce 7,3%

Dados oficiais da Secretaria da Fazenda indicam que a arrecadação tributária bruta de Santa Catarina totalizou R$ 24,11 bilhões em 2017, crescimento nominal de 7,3% em relação ao ano anterior. Para o cálculo, são considerados as receitas de ICMS, IPVA, ITCMD e taxas e repasses obrigatórios de tributos recolhidos pela União. A receita de ICMS foi de R$ 19,11 bilhões (79,16% da tributária bruta), crescimento real de 11,1%. Os setores que apresentaram maior expansão foram têxtil (27,9%), embalagens (22,2%), redes de lojas (15,9%) e supermercados (15,6%). O único que apresentou queda foi o segmento de energia (-4,3%). Outros três setores cresceram abaixo dos 10%: metalmecânico (0,7%), comunicação (1,8%) e combustíveis (6,1%). O que preocupa a Fazenda é o desempenho de setores importantes em termos de participação na arrecadação, como combustíveis (representa 19% do total de ICMS) e energia (representa 12% do bolo).

Eleita

A engenheira Luana Siewert Pretto será eleita presidente da Cia. Águas de Joinville nesta terça-feira, em assembleia de acionistas. A companhia será transformada de empresa mista em empresa pública.

Entretenimento

Larissa Brandão do Nascimento sai da diretoria da Águas para comandar novo empreendimento familiar, o Adventure Park, voltado à área de lazer e entretenimento.

Demora

Com placa colocada na fachada há pelo menos três semanas, a Lojas Americanas ainda não abriu as portas na esquina da rua Nove de Março com avenida Juscelino Kubitschek.

Forte crescimento

A principal corretora do País, a XP Investimentos, prevê um ano de “forte crescimento”, tendo o consumo como fator essencial. Os efeitos da reforma trabalhista e indicadores de confiança em alta auxiliam o mercado de trabalho. O PIB deve crescer 3%, mas com ajuste fiscal pendente. Na agenda econômica, a XP acredita na aprovação de projetos do cadastro positivo, da MP do distrato de contratos imobiliários, medidas tributárias, além do marco regulatório do setor de energia. O dólar tende a oscilar na faixa dos R$ 3,10 a R$ 3,40; os juros poderão cair para 6,5%; e a inflação controlada em 4% ao final de 2018.

Extremos

O cenário mais otimista estima expansão de 3,8%. Isso só seria viável se diversos aspectos confluírem nessa direção. O ponto fundamental para isto se cumprir é da eleição presidencial emergir um nome que aponte claramente para o prosseguimento das reformas estruturantes. Inversamente, o ambiente pior viria com a eleição de um candidato identificado com a descontinuidade das reformas e que pregue e implemente políticas populistas, combinadas com graves crises geopolíticas na zona do euro. No caso, o PIB cresceria só 2,5%.

ISS

Já está em vigor a lei 17.427, que, entre outras coisas, permite que a Secretaria Fazenda do Estado assine convênio com a Fecam para repassar aos municípios as informações sobre operações com cartão de crédito e débito. Os dados darão condições legais e operacionais para que os municípios cobrem o ISS sobre negócios realizados por meio de cartões. Com a mudança, o local de arrecadação do tributo passou a ser a do tomador do serviço.

Vitória

O setor de transportes em todo o País ainda comemora decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que considerou não haver vínculo trabalhista entre motoristas autônomos e transportadoras. Agora, o plenário do STF deverá se posicionar sobre a questão. Em Joinville, há variados casos pontuais de processos judiciais tratando do tema. Em Santa Catarina, empresa de Concórdia foi a que mais festejou: já teve de pagar R$ 13 milhões em indenizações e ainda tem outros R$ 45 milhões pendentes de sentença da Justiça. Agora, os processos estão suspensos até que o STF se pronuncie.

Estratégia de vendas

A Döhler lançou nova coleção e estabeleceu estratégia de vendas. Segundo a gerente de desenvolvimento de produtos, Elisabeth Döhler, para a coleção foram considerados quatro estilos que definem os gostos do consumidor, e a cor cinza é o novo neutro. A empresa também lança novos licenciados, como Super Mario, Batman, Princesa Sofia, Toy Story e outros. Quanto à estratégia, o diretor comercial da Döhler, Carlos Döhler, disse que a empresa inicia este ano uma formação técnica da equipe de vendas com base em 11 comportamentos. Haverá encontros regionais ao longo do ano. De janeiro a setembro de 2017, a companhia registrou receita líquida de R$ 339,3 milhões, 6,6% mais do que nos mesmos meses do ano anterior. O lucro líquido foi R$ 22,575 milhões.

Busscar

Os primeiros ônibus da Busscar que estão sendo produzidos em Joinville em sua nova fase deverão chegar ao mercado entre março e abril. A empresa, sob comando de investidores paulistas e da Caio/Induscar, ainda busca por antigos funcionários da fabricante de carrocerias. O interesse por trabalhar na empresa é enorme: mais de 11 mil currículos já foram recebidos. Nos próximos dias, será criado novo site para que interessados se habilitem a uma vaga.

Fonte: NSC Total